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Qual origem dos terrários?

  • 22 de set. de 2023
  • 2 min de leitura

Os terrários apesar de parecerem modernos e atuais já existem tem dois séculos e foram moda na Era vitoriana.


Este tipo de técnica de cultivar plantas em recipientes fechados foi descoberto pelo médico inglês, Nathaniel Ward.


Além da sua profissão, ele era amante da botânica e zoologia.





Tinha sua coleção de plantas e observava o ciclo das borboletas e mariposas colocadas em casulos dentro de recipientes de vidros vedados.


Mas, ele não esperava que uma samambaia e grama iriam germinar ali dentro.


E assim começou a observar o ciclo e desenvolvimento de algumas plantas neste ambiente propício à elas.


Este terrário durou alguns anos, mas como a tampa começou a enferrujar, as plantas começaram a sentir e morreram.



Para que ele pudesse dar sequência a sua pesquisa, encomendou um novo recipiente de vidro e madeira esmaltada.



O curioso é que muitas das plantas de sua coleção não prosperavam tão bem no lado externo devido à poluição do ar e condições climáticas.




Esse experimento e descoberta do Dr. Ward foi de grande importância para pesquisas botânicas e pesquisadores de plantas.


Com esta técnica foi possível o estudo e coleta de muitas plantas, que antes não sobreviviam às longas viagens de navio, pois não se adaptavam à mudança de clima, falta de água e outros fatores.


Era como que apenas 10% das plantas coletadas chegavam vivas, mas depois da descoberta esses 10% eram de plantas que morriam no caminho e o restante vivas.


Uma dessas espécies foram mudas da nossa seringueira, que viajaram do Brasil para o Jardim Botânico Real de Kew, na Inglaterra. Teve muita importância para a produção da borracha.


Esse mesmo Jardim Botânico usou esse tipo de técnica até a década de 60 para seus estudos e pesquisas.


Os terrários na época ficaram conhecidos como Caixas Wardianas (Wardian Cases) e não eram apenas usados para pesquisas botânicas, mas também como item decorativo.


Na época era moda entre a nobreza ter seu terrário para cultivar e decorar os lares.



E após dois séculos, eles retornam para levar mais verde e saúde mental aos ambientes internos.










Renata Lima é amante da natureza, do solo,

da botânica e da agroecologia.

Iniciou seus estudos em 2013 com a Engenharia Ambiental, mas decidiu sair em 2017.

Resolveu dar sequência em seus estudos, vivências e práticas com a Permacultura na qual teve seu primeiro contato em 2006.

Cursos e imersões de Bioarquitetura, Agrofloresta, Construções com Bambu, PANCs.

Participou de voluntariado pelo Hortas Cariocas.

Atualmente é fundadora da Lima Limão Design e estuda Design de Interiores e tem especialização em Paisagismo, Jardinagem e Design em Permacultura.


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